quarta-feira, maio 07, 2008

Carta do ex para a ex

Esta é ótima ....


-Querida, escrevo para dizer que vou te deixar.
Fui bom marido por 7 anos.
As duas últimas semanas foram um inferno.
O seu chefe me chamou para dizer que você tinha pedido demissão e isto foi a gota.
Na semana passada, nem notou que não assisti ao futebol.
Te levei na churrascaria que mais gosta.
Chegou em casa, nem agradeceu e foi dormir depois da novela.
Não diz que me ama, nunca mais fizemos sexo.
Está me enganando ou não me ama mais.


PS. Se quiser me encontrar, desista. A Júlia, aquela sua 'melhor amiga' da academia e eu vamos viajar para o nordeste e vamos nos casar!


Ass: Seu Ex-marido.



Resposta:


Querido ex-marido,

Nada me fez mais feliz do que ler sua carta.
É verdade, ficamos casados por 7 anos, mas dizer que você foi um bom marido é exagero.
Vejo a novela para não lhe ouvir resmungar a toda hora.
Reparei que não assistiu futebol, mas com certeza, foi porque seu time tinha perdido e você estava de mau humor.
A churrascaria deve ser a preferida da amiga Júlia, pois não como carne há dois anos.
Fui dormir porque vi que a cueca estava manchada de batom.
Rezei para que a empregada não visse.
Mas, com tudo isto, ainda o amava e senti que poderíamos resolver os nossos problemas.
Assim quando descobri que eu tinha ganhado na Loteria, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para o Taiti, mas quando cheguei em casa você já tinha ido. Fazer o quê? Tudo acontece por alguma razão.
Espero que você tenha a vida que sempre sonhou.
O meu advogado me disse que devido à carta que você escreveu, não terá direito a nada. Portanto, se cuida!


PS. Não sei se lhe disse, mas a Júlia, minha 'melhor amiga', está grávida do Jorginho, nosso personal. Espero que isto não seja um problema...


Ass: Milionária, Gostosa e Solteira.

Lourdinha

O que um professor é capaz de fazer ...

O fato narrado abaixo é real e aconteceu em um curso de Engenharia da USJT(Univ. São Judas Tadeu), tornando-se logo uma das 'lendas' da faculdade.

Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar juntos.Faltaram a prova e então resolveram dar um 'jeitinho'.

Voltaram a USJT na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda.Então, dirigiram-se ao professor:'

- Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas, e por conta disso tudo nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova'.

O professor, sempre compreensivo:

- Claro, vocês podem fazer a prova hoje a tarde, após o almoço.E assim foi feito. Os rapazes correram para casa e racharam de tanto estudar, na medida do possível.

Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente, sem qualquer meio de comunicação com o mundo externo e entregou a prova:

Primeira pergunta, valendo 0,5 ponto:

Escreva algo sobre 'Lei de Ohm'.Os quatro ficaram contentes pois haviam visto algo sobre o assunto.Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se dar bem.

Segunda e última pergunta, valendo 9,5 pontos :

'Qual pneu furou?'


hehehehehehehehehehehehehehehehehehe....

segunda-feira, maio 05, 2008

Saudades de você...

Hoje acordei chorando...Tive um sonho ruim ...com você, Baby! Meu Deus como é horrível não saber o que está acontecendo...como você está vivendo!

Vejo-o online e não posso dizer-te, falar-te o quanto é importante para mim ! Que o meu amor é grande demais, que a minha vida sem você não tem sentido!

Peço a Deus, todos os dias, que o proteja de todo o mal, que não deixe que fique triste, doente, intolerante, insatisfeito. Quero que seja feliz!

Somente assim vou me sentir feliz também!

Já te disse algumas vezes que o meu amor é incondicional...

Simplesmente te amo!

sábado, maio 03, 2008

Encantamento...

Pretendia um encanto fazer,
Que me trouxesse você.
Estudei, planejei, objetos comprei.
Noite de lua cheia,É hoje...imaginei...

No terreno preparado,
Lenhas crepitando.
Caldeirão com poção fumegando,
Incensos o ambiente purificando.

Um círculo tracei.
Confiante, dentro dele penetrei,
Meu ritual iniciei...
Invoco silfos, salamandras,Ondinas, gnomos.

Concentro-me nessas energias,
Visualizo teu rosto.
Convoco tua presença...junto à mim!
Repentinamente...

Deixo de sentir a força da gravidade,
Flutuo no espaço sideral!
Deslizo, livre, leve, solta...
Nas asas da minha imaginação,
Rodopiando, volitando.

Meus movimentos de rotação, translação,
Não resistem à sua atração,
Tudo termina em colisão...
Subitamente, nossos corpos em fusão!

Esqueço o encantamento...
Quanto durará esse momento?
Quero só viver...
Esse momento de amor,

Loucura, devaneio, paixão!
Encantamento...
Teu nome...é...imaginação!


(autora : Nadir A D' Onofrio)

quinta-feira, maio 01, 2008

Retalhos de uma vida ...II

No período em que frequentei a faculdade ainda valiam as consequências do Ato AI - 5, onde não se tinha liberdade pra nada, tudo era censurado, vigiado.


Estava no início de namoro com aquele a quem me casei alguns meses depois. Um dia ele foi me buscar na faculdade, aula de Latim, professora muito brava, dona da Cadeira da Matéria, não nos dispensou no horário previsto. Ele subiu até a sala onde eu estava, abriu a porta aos berros e fez o maior estardalhaço, tentando me arrancar da sala de aula. A professora se retirou e foi se queixar na Diretoria.

No dia seguinte fui chamada para prestar esclarecimentos, uma verdadeira "inquisição" sobre ele, quem era, o que fazia, onde trabalhava, enfim... Durante muito tempo tive a minha vida, a da minha familia e a dele vigiadas. Foi um horror mas , nada aconteceu...

Casei-me com este homem por imposição dos meus pais. Fiquei grávida não por acaso. Foi tudo planejado, dia, hora, período fértil ... Eu queria ter um filho maas não queria me casar. Uma produção independente.

Mas como sou filha de filho de italiano, a filha mais velha, quase matei meus pais de desgosto, principalmente minha mãe. Meu pai mandou meus irmãos ir buscá-lo para que ele "reparasse" o erro... Eles não sabiam que era o sonho da minha vida ter um filho!

Em função disso acabei casando só no Civil. E na hora de responder quase disse não, não estava preparada ainda para o casamento. Mais uma vez pensei nos meus pais.

Tive minha primeira filha tres meses após meu casamento. Foi um parto difícil, complicado, quase perdi a vida e o meu bebê também. Meu marido teve que chamar a polícia para que me fizessem a Cesariana. Depois, voltei para casa com meu pai por que meu marido encheu a cara e não conseguiu levantar cedo para a visita no hospital. Papai foi me ver e eu estava com alta...

Depois disso uma sucessão de fatos foi tornando minha vida um tanto morna, sem graça, sem perspectiva. Tinha um marido alcoólatra e uma criança pequena para criar. Voltei a trabalhar contra a vontade dele. Pensava em me separar mas o que eu ganhava era pouco e não queria voltar para a casa dos meus pais.

Nesse ínterim tive um problema no seio, o médico suspendeu o anti-concepcional e foi aí que fiquei grávida pela segunda vez. Neste momento minhas chances de separação se tornaram zero. Se com um filho já era difícil imaginem com duas crianças...

Mas a vida ao lado dele era muito complicada , difícil...ele era uma pessoa muito inteligente, bom caráter, bom homem, mas quando bebia se tornava agressivo, inconveniente, arrogante, perigoso ...tudo o que eu abomino num ser humano.... Nossa relação era cada vez mais insuportável...

Apesar de estar casada era como se não fosse. Eu cuidava de tudo sozinha...ia em reunões da escola, levava as crianças ao médico, para brincar, passear, enfim, era como se não tivesse marido. Em parte foi bom pois aprendi a viver só e resolver tudo também.

Quando minha filha mais velha estava com sete anos mudamos para Recife. Morei durante dois anos. Apesar de adorar a cidade tivemos que voltar pois ele não se adaptou. Estive lá agora em março, nas minhas férias, passei em frente ao prédio onde morávamos...Quanta saudade, não da situação, mas dos momentos em que minhas filhas eram pequenas e brincavam no parquinho
daquele prédio ....

Não deu certo nossa estada nesta cidade pois ele se tornou mais que um viciado, ele não conseguia mais trabalhar de tanto beber. Voltamos e começamos do zero. Ele foi trabalhar numa multinacional em Sorocaba, ia na segunda-feira e voltava no sábado de manhã pra casa.

Um dia aconteceu algo inesperado... ele veio numa quarta-feira à noite. Justamente num dia que tinha acontecido uma tragédia...Minha filha mais velha estava com muita febre e eu não quis deixá-la com a empregada. Levei as duas para minha mãe e deixei o carro com meu pai para uma emergência. À tarde fui de carona do trabalho até minha casa.


Não quis dormir longe das pequenas, quando a gente tá doente quer o colo da mãe, não é? Imagine uma criança...Me arrumei e fui tomar o ônibus para a casa da mamãe. Vi que chegou um rapaz, com topete estilo John Travolta, calça jeans e jaqueta de nylon, pois era julho e fazia muito frio. Ele chegou e ficou ali esperando o ônibus também. Quando o veículo estava se aproximando me dirigi até a calçada e dei sinal para o motorista parar. Foi aí que ele me deu uma gravata no pescoço, fiquei com dor por um bom tempo. Não me soltou , pediu para deixar o ônibus passar e
falou que era um assalto.

Fomos andando até atravessar uma ponte de um riozinho, eu morava do lado de cá e fomos para o lado de lá. Ele sempre falando que era um assalto, vamos ali, vamos ali e eu achando mesmo que era um assalto. Passamos por algumas pessoas, um homem com uma criança, tive vontade de gritar mas fiquei com medo dele atirar e ferir alguém, pois trazia um revolver dentro do bolso da jaqueta.

Chegando em frente a um muro, ao redor de um matagal, aí é que fui entender o que estava para acontecer. Tinha um buraco no muro e ele me ordenou que entrasse ali. Fiquei em estado de choque, queria gritar mas a voz não saía. Atravessei aquele buraco e no meio de todo aquele mato eu imaginava que ele iria me matar e ninguém iria me encontrar... Era capim alto, não dava pra ver nada. Neste momento fiz minha prece : pedi a Deus que ele fizesse tudo o que quisesse comigo mas, que me deixasse com vida, pois minhas filhas eram pequenas e precisavam de mim. Elas não tinham com quem ficar , o pai delas era um doente, um alcólatra. Eu não podia morrer...

E então ele me ordenou uma série de coisas, ameaçando-me, mostrando-me a arma, me mordeu muito, machucou-me muito...Imaginem um homem drogado, furioso, com aqueles olhos fulminantes... Não, vocês não conseguem imaginar o que é...tudo o que pensarem é pouca em vista do que aconteceu....E ele ainda falava comigo, perguntava se eu gozava com meu marido, coisas do tipo....

Bem, depois de tudo, ele me deixou me vestir, olhou o que eu tinha na bolsa, dinheiro, relógio, documentos, e não quis nada. Mandou-me embora sem olhar para trás e ficou lá...Aí achei que fosse atirar pelas costas...Eu estava em estado de choque, não conseguia emitir um só som....Tentei correr mas as pernas não me obedeciam...

Quando saí daquele lugar, pisei na rua, aí sim comecei a chorar desesperadamente....voltei para casa, fui na vizinha do andar de cima e ela não entendia nada porque eu só chorava e pedia para ela ligar para minha mãe... Chorei horas sem fim...

Vieram meus pais e um dos meus irmãos... me pegaram na vizinha, fui para o meu apartamento, tomei um banho de quase tres horas....parece-me que a sujeira que fica não sai...Meu irmão tinha um amigo obstetra, ligou para ele vir me ver...O médico me examinou e disse que atendia vários casos de estupro por dia no hospital de Itaquera, onde ele trabalhava. Se eu quisesse fazer um boletim de ocorrência ele atestava o ocorrido mas teria que fazer um exame , passar por todas aquelas humilhações na polícia... Achei melhor não fazer nada mesmo por que não iria aliviar o meu sofrimento. Só se eu conseguisse encontrar o desgraçado....

Esta foi minha terceira benção ...apesar de tudo o que houve .Deus me deixou viva como pedí e eu agradecí...

E neste momento entra meu marido, ficando surpreso com tudo . Nem preciso dizer que, se o nosso casamento já era ruim , a partir deste momento passou a não existir mais. Eu não o queria por que estava traumatizada e ele se sentiu marido traído, achando que eu poderia ter gostado mais do cara do que dele...

Foram momentos muito tristes da minha vida... Superei este trauma com muita terapia e mesmo assim, depois de muito tempo. Hoje falo sem dor, quase sem emoção para que as mulheres fiquem atentas... que prestem mais atenção a tudo que acontece ao seu redor... Até este momento eu nunca imaginei que pudesse me acontecer...Via, ouvia na televisão mas nunca pensei que um dia me aconteceria...

E assim caminha a humanidade....Permaneci casada por mais alguns anos até que não deu mais...Eu estava ficando doente por causa dele...Não trabalhava, só bebia, eu tinha que sair correndo do trabalho e ir pra casa, pois as meninas chegavam do colégio e eu tinha medo que ele fizesse alguma coisa contra elas...Uma droga de vida!

Vendemos nosso apartamento, dividimos a grana, fui morar de aluguel. Uma das minhas preocuçaões com a separação era o medo de que ele se tornasse morador de rua. Ele não tinha ninguém eu não queria que isto acontecesse...afinal , era o pai das minhas filhas, com todos os problemas e aborrecimentos que tínhamos....

E não deu outra... gastou o dinheiro da venda com bebida, mulheres e foi morar na rua. Depois de muito tempo tivemos contato com ele, estava com tuberculose. Acabou sendo internado em Campos do Jordão, no Sanatorinhos. Levei as meninas para visitarem o pai no hospital e ajudar no que fosse preciso : roupas, sapatos, tenis, remédios....Ficou durante um ano e tres meses.

Ao sair, foi parar na rua de novo. Levaram de volta a São Vicente. É de praxe , eles levam a pessoa para o lugar de onde retiraram. Foi então que resolvi pagar uma pensão para ele. Pedi que procurasse um lugar para dormr, lavar as roupas e comer. Eu fazia uma remessa postal e ele sacava o dinheiro no correio, pois não tinha conta bancária. E sabia que , se não pagasse a pensão ia pra debaixo da ponte...

E foi assim até dois anos atrás...Março de 2006. Ele sofreu um acidente de moto na sexta-feira de carnaval entrou em coma, vindo a falecer no dia 19 de março. Eu estava em Fortaleza, Ceará, passando férias com duas amigas...Apesar de tudo, torci muito por ele... queria mesmo que ele saísse desta com vida...mas, acho que sua missão tinha chegado ao fim... Não pude participar de nada, minhas filhas e meu irmão que providenciaram tudo...Cheguei de viagem dois dias depois do enterro.

Gostaria de dizer ainda que, depois que me separei, minha vida foi do trabalho pra casa, da casa pro trabalho. Tinha as meninas para educar, criar e não tinha espaço para ninguém mais... Hoje penso diferente, poderia ter encontrado uma outra pessoa ... não tive muitos amores não, foram bem poucos... Alguns apenas, mas foram verdadeiros...

Eu quis postar minha vida aqui para que as pessoas possam olhar para suas vidas e agradecer por tudo que têm e conquistaram...E que possam ter a certeza de que tudo é possível quando queremos... Apesar de todos os problemas que enfrentei tive dignidade para prosseguir esta jornada...

Hoje, quando olho para minha vida lá distante e as pessoas acham que sempre tive tudo , nem imaginam quanto sofrimento passei. Graças a Deus estou muito bem hoje, minhas filhas quase se formando na faculdade, vivo com dignidade, com meu trabalho. Nunca tive ajuda de ninguém a não ser "Daquele" lá de cima. E agradeço por todos os dias da minha vida!

E tenham certeza, faria tudo novamente... e como diz na minha numerologia, estou no "Mestrado" da minha espiritualidade... Talvez não volte mais...

Eu só queria encontrar "você", Baby, para minha felicidade ser mágica!

Se alguém quiser comentar alguma coisa esteja à vontade...

Abraços!

Retalhos de uma vida....(a minha)!

Bem meus amigos, o que vou escrever agora, refere-se à minha vida...momentos que passei...que vivi...e como cheguei até aqui...Confesso que grande parte dela (a minha vida) foi muito difícil, com muitas lutas, muitas batalhas, mas...sobrevivi...

E posso dizer que tudo valeu a pena ! Que voltaria e faria tudo de novo... Acho que tudo serviu como um grande aprendizado...

Hoje tenho certeza de que estou num estágio de evolução espiritual elevado (sou número 9 dentro da numerologia - uma pós-graduação) e, com certeza não voltarei mais por estes palcos... Terei outros trabalhos a fazer por outros "mares" ...

Nasci de uma familia humilde, no interior de São Paulo. Minha mãe , trabalhadora da roça e meu pai, filho do administrador da fazenda onde moravam...

As familias se odiavam, não queriam o casamento. Então eles fugiram e foram morar juntos. Imaginem esta cena há 50 anos atrás... Se hoje ainda existe este preconceito de dormir com alguém antes do casamento, imaginem naquela época!

Casaram e continuaram na fazenda, apesar dos pesares. Eu nasci quatro anos depois deste casamento. Uma criança frágil, delicada. Tinhas as orelhas quase que transparentes que davam para ver as veias azuis e as unhas mal formadas. Cresci saudável tanto é que me encontro aqui , neste momento.... Tiveram mais sete filhos, somos um total de oito irmãos.

Meu pai, depois de alguns anos acabou sendo caminhoneiro, fruto de uma parceria com seu irmão. Meu tio entrou com o dinheiro para a compra do caminhão e meu pai com a mão-de-obra : compravam filhotes de animais no Paraná e os vendia aos fazendeiros .


Bem , depois que cresci um pouco, já com uns dois aninhos , mudamos para cidade e meu pai continuou caminhoneiro. Até que um dia, sofreu um acidente horrível, perdeu o caminhão e por sorte salvou-se, ele e meu padrinho, irmão de criação dele.

Com isto fomos para outra fazenda onde meu avô, por parte de mãe, tomava conta. Fomos morar vizinhos dos meus avós e papai foi trabalhar na lavoura, na plantação de feijão. Eu estava então com quase seis anos e nesta época, éramos em cinco irmãos. Mamãe tinha um filho por ano.


Já fui presentada por Deus por tres vezes na minha... A primeira foi nesta fase da fazenda. Eu e meu irmão mais velho (ele com quase cinco anos) fomos pegar os ovos das galinhas. Elas faziam seus ninhos no paiol (lugar feito de madeira, coberto com sapé) onde guardavam as espigas do milho para alimentar o gado. Acho que tinha quase tres metros de altura.

Um dia eu e meu irmão subimos e quando fui descer caí , batí a cabeça, desmaiei. Contam que foi muito grave, machuquei a cabeça e demorei muito para voltar a acordar. Minha mãe pensava que eu tinha morrido.

Quando acordei , a casa estava cheia de gente, a vizinhança toda presente, mamãe chorando copiosamente, eu simplesmente levantei e fui para o colo dela.

Neste momento ganhei minha primeira graça divina. Era como se tivesse acordade de um lindo sonho!

Quando terminou a colheita do feijão viemos para São Paulo morar na Domingos de Moraes. Esta foi uma fase muito difícil por que o que papai ganhava como pedreiro não dava para alimentar os cinco filhos, minha mãe, pagar aluguel e tudo o mais.

Para que não morrêssemos de fome mamãe "catava" , literalmente, os restos das frutas e legumes que os ricos, da região dos jardins, recusavam. Eram frutas com um amassadinho ou já bem amadurecida. Mamãe e mais algumas vizinhas iam toda semana na Feira da Pamplona buscar frutas e verduras . Foi aí que eu comí maçã pela primeira vez na vida. Nunca tinha visto.

Quando chegou o Natal não tínhamos outra roupa para vestir. Somente a do corpo. Ficamos trancados dentro de casa, mamãe lavou, secou e aí vestimos. Um amigo do meu pai veio nos visitar na véspera do Natal e ficou penalisado com nossa situação...

Neste dia tínhamos para comer apenas uma sopa de fubá (angú) feito com couve rasgada... eu acho uma delícia... Minha mãe chorava muito por esta situação, mas eu posso garantir que não me deixou trauma nenhum por não ter uma roupa nova para vestir, um brinquedo novo para mostrar aos coleguinhas, nem tão pouco por comer aquela sopa!

Hoje, quando me lembro, sinto-me triste pela minha mãe... Se tem algo que me aborrece muito é vê-la chorar!

Depois disso mudamos para São Bernardo, cidade onde moro, e muitas coisas aconteceram. Papai conseguiu comprar um terreno e, aos poucos foi construindo uma casa. Primeiro fez dois cômodos e um banheiro, para que pudéssemos entrar.

Minha mãe trabalhava como diarista para ajudar no orçamento da casa e ganhava muitas coisas, principalmente roupas das suas patroas. E eu , com 10 anos, a filha mais velha cuidava dos meus quatro irmãos, da casa, cozinhava e ajudava nas tarefas domésticas.

Eu sempre sofri muito com dor de garganta. Ficava acamada quase uma semana, não conseguia comer nada, vomitava tudo e tinha febre muita alta. Foi aí que, aos 12 anos , tive minha segunda
graça divina.

A vizinhança ferequentava um centro onde faziam cirurgia espiritual. Minha mãe foi e levou uma blusinha minha para benzer e a entidade pediu para que ela me pusesse deitada em lençóis brancos e ela tinha que fazer umas orações. Isto numa sexta-feira à noite. Fiquei ali, quietinha, adormeci. No dia seguinte parecia que tinham mesmo me cortado as amigdalas... elas ardiam muito, só pude tomar caldinho, sopa. E fui operada mesmo!!!
Depois deste dia nunca mais tive problemas de garganta.

Fui crescendo, estudando, ajudando minha mãe na lida da casa, até meus 17 anos quando comecei a trabalhar num firma que fazia embalagens plásticas.

O tempo passando, entrei na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Não era o que queria, pois pretendia fazer Medicina, com especialização em Pediatria. Sempre gostei muito de crianças mas, como não podia pagar este curso fiz o que me era possível. Mas que também gostava.

Na faculdade aconteceram alguns episódios que me marcaram . Eu sempre fui muito estudiosa e , em função disso, a primeira aluna da classe. Era muito tímida, acabrunhada, mas tirava as melhores notas. E era conhecida justamente por causa disso. Lembro-me de um professor de Literatura que falava com orgulho que nunca tinha dado um 10 pra ninguém. E numa das provas dele eu fui a única que tirei 10. Ele também dava aulas na PUC-SP. Fui falada até lá e teve gente que veio me procurar para me conhecer pelo simples fato de ter tirado um 10 com este professor.
Nossa...quanto orgulho sentí de mim mesma!!!

Esta estória não termina aqui...voltarei mais tarde para continuar...

Até lá.

Could it be magic...

COULD IT BE MAGIC

( Poderia ser mágica )

BARRY MANILOW - 1975

Tema da novela LOCOMOTIVAS em 1977

A SPIRIT MOVES ME, EVERY TIME I'M NEAR YOU

Um espírito mexe comigo ... sempre que eu estou perto de você

ROLLING LIKE A CYCLONE IN MY MIND

Girando como um ciclone em minha mente

SWEET MELISSA, ANGEL OF MY LIFETIME

Doce Melissa, anjo de minha vida

ANSWER TO ALL ANSWERS I CAN FIND

Respostas, para todas as respostas que posso encontrar

BABY I LOVE YOU, COME COME COMING TO MY ARMS

Querido eu te amo, venha ... venha vindo para os meus braços

BABY I WANT YOU NOW, NOW NOW WE HOLD ON FAST

Querido eu te quero agora, agora ... agora me abrace rápido

COULD THIS BE THE MAGIC AT LAST

Não poderia ser isto mágica ?

I COULD LOVE YOU

Eu poderia te amar

BUILD MY WORLD AROUND YOU

Construir meu mundo ao seu redor

NEVER LEAVE YOU TILL MY LIFE IS DIED

Jamais te deixar, até que minha vida se extinguisse

BABY I LOVE YOU, COME COME COMING TO MY ARMS

Querido eu te amo, venha ... venha vindo para os meus braços

BABY I WANT YOU NOW, NOW NOW WE HOLD ON FAST

Querido eu te quero agora, agora ... agora me abrace rápido

COULD THIS BE THE MAGIC AT LAST

Não poderia ser isto mágica ?


BABY I LOVE YOU ...


Vejam o vídeo :

http://www.youtube.com/watch?v=U8Py-9zNKjg